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Política

Para auxiliares, prisão de Crivella exige reavaliação do tom do discurso de Bolsonaro

Marcelo Crivella é preso e afastado da função de prefeito do Rio de Janeiro, a 9 dias de acabar o mandato
A prisão do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, é um alerta para o presidente Jair Bolsonaro avaliar uma mudança de tom do governo em relação ao discurso da campanha eleitoral, quando usou como uma das principais bandeiras o combate à corrupção.
Interlocutores do presidente da República destacam que Bolsonaro tem se afastado do discurso da campanha eleitoral, o que pode fragilizá-lo na disputa pela reeleição.
A prisão de Crivella, que Bolsonaro apoiou na eleição do Rio, só reforça esse distanciamento entre a prática do governo e o discurso da eleição presidencial.
Para esses interlocutores, essa mudança de tom levará à perda de votos obtidos em 2018 na campanha de 2022.
Segundo eles, o presidente tem dois caminhos — ou retoma o discurso inicial, amparado na prática do governo, ou busca novos votos, como aqueles que podem ser garantidos com um novo programa social.
Para isso, poré..

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Marcelo Crivella é preso e afastado da função de prefeito do Rio de Janeiro, a 9 dias de acabar o mandato
A prisão do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, é um alerta para o presidente Jair Bolsonaro avaliar uma mudança de tom do governo em relação ao discurso da campanha eleitoral, quando usou como uma das principais bandeiras o combate à corrupção.
Interlocutores do presidente da República destacam que Bolsonaro tem se afastado do discurso da campanha eleitoral, o que pode fragilizá-lo na disputa pela reeleição.
A prisão de Crivella, que Bolsonaro apoiou na eleição do Rio, só reforça esse distanciamento entre a prática do governo e o discurso da eleição presidencial.
Para esses interlocutores, essa mudança de tom levará à perda de votos obtidos em 2018 na campanha de 2022.
Segundo eles, o presidente tem dois caminhos — ou retoma o discurso inicial, amparado na prática do governo, ou busca novos votos, como aqueles que podem ser garantidos com um novo programa social.
Para isso, porém, será fundamental, destacam auxiliares presidenciais, garantir uma retomada forte da economia, que permita exatamente ganhar o apoio que ele não teve na eleição presidencial em regiões como o Nordeste.
Adversários de Bolsonaro lembram que voltar ao discurso de campanha está cada vez mais difícil, principalmente com as investigações em curso relacionadas aos filhos do presidente da República e também de seus apoiadores.
VÍDEOS: prisão de Marcelo Crivella

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Dia-a-Dia

CASO HENRI CASTELLI

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Foto/Divulgação: Internet.

ENTENDA O QUE OCORREU!

O Ator Global, Henri Castelli, veio a público informar o que infelizmente ocorreu no dia 30 de Dezembro. Ele relata que foi agredido covardemente por quatro homens durante uma festa que acontecia no Marina, em Alagoas. Sua mandíbula teve fraturas graves e as imagens foram divulgadas direto de suas redes sociais na noite da última segunda-feira. Os agressores já foram identificados após registro na delegacia. Segundo informações obtidas pelo Instagram, os responsáveis pelas agressões são filhos de um ex-governador do estado e estavam acompanhados do então prefeito de Barra de São Miguel, Zezeco, que também é dono do local onde o caso ocorreu.

Testemunhas também informaram, que seguranças do hotel que presenciaram a agressão, não separaram e o estabelecimento se recusou a entregar as filmagens do ocorrido. Se o Henri tivesse feito qualquer coisa, fora do comum, eles seriam os primeiros a divulgarem essas filmagens.

Uma testemunha que também disse que cabe a eles um processo Civil, não quis se identificar, conta como aconteceu a agressão: “O dono do Marina (Zezeco) tinha pedido ao Henri para quando ele fosse lá, postasse no Instagram, para ajudar a divulgar. Na hora que a gente chegou, Henri foi lá, filmou o cantor tocando, postou e ficou mexendo no celular. De repente, o segurança do Carlinhos Maia, que estava com a gente, veio, e falou: pega o Henri, pega o Henri, e separamos a briga. Os agressores têm barco na Marina e são as pessoas mais ricas de lá. Eles estavam acompanhados do prefeito Zezeco”.

Os nomes dos possíveis agressores são: Guilherme Aciolly, Humberto Vilar, André Vilar e Bernardo Malta de Amorim. O mandato de Zezeco como prefeito terminou no dia 31 de dezembro, ou seja, um dia depois do ocorrido.
Zezeco, que na data da agressão era prefeito de Barra de São Miguel, usou as redes sociais para negar o envolvimento no caso. Em nota, ele disse conhecer ambas as partes envolvidas e que repudia qualquer ato de violência. O ex-prefeito negou também que estaria dificultando disponibilizar as imagens das câmeras do local onde as agressões ocorreram. “Nosso sistema não estava funcionando. Jamais ordenaria aos seguranças para não separarem uma briga, seja ela qual for. No momento do ocorrido, eu não estava próximo e não pude presenciar os detalhes”, disse.

Nesta segunda, Henri relatou o ocorrido através de uma série de vídeos no stories do Instagram.

“Anunciaram há pouco que eu entrei numa briga em Alagoas, o que não é verdade. Foi muito triste o que aconteceu comigo. Vocês devem ter visto que eu dei entrada na Santa Casa de Alagoas no final do ano por ocasião de um acidente na academia. Mas a verdade é que não foi um acidente e não foi na academia. Eu fui agredido covardemente, sem que eu pudesse reagir ou me defender. Eu estava com alguns amigos e do nada, fui puxado pelas costas, pelo pescoço, jogado no chão e agredido com socos e chutes no rosto, que ocasionaram uma fratura exposta na minha mandíbula. A impressão que eu tinha é de que minha boca estava pendurada naquele momento”, desabafou.

Foto/Divulgação: Internet.

Esses vídeos serão anexados ao processo.

O médico e sua equipe optaram por amarrar a minha boca com um fio de aço para que eu fizesse a cirurgia em São Paulo e pudesse cumprir meus compromissos de trabalho”.

“Minha assessora me ligou perguntando por que eu havia ido ao hospital. Decidimos falar sobre o acidente na academia para não assustar a minha família. Minha mãe só soube de tudo quando eu voltei do hospital”.

Era dia 30 de dezembro, e o laudo foi juntado apenas na segunda-feira seguinte ao Ano Novo”, conta ele, chorando.
“Pensava apenas na minha família, nos meus filhos. Fiquei com muito medo de ficar com sequelas para sempre. Minha boca, ainda tá torta e está muito inchada, tudo roxo…”

Os agressores foram identificados como sendo filhos de um ex- governador do estado e estavam acompanhados do Prefeito de Barra de São Miguel (Zezeco) que é também o dono do local onde aconteceu a festa. Até por esse motivo, acredita -se que as imagens estão sendo negadas.

 

Por: Gih Rocha.

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Política

Câmara aprova projeto que cria fundos de investimento no setor agropecuário

Pela proposta, fundos poderão aplicar em propriedades rurais e títulos de crédito. Ruralistas falam em democratizar mercado fundiário; oposição vê concentração de terras. A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (22) projeto de lei que cria os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). O texto seguirá agora para análise do Senado.
Os fundos de investimento são destinados a reunir recursos e aplicá-los em mercados específicos.
Segundo a bancada ruralista na Câmara, o projeto permitirá ao investidor lucrar com os rendimentos do agronegócio sem ser produtor rural.
A oposição obstruiu a votação, sob o argumento de que a proposta provocará concentração de terras e abertura de exploração das terras para investidor estrangeiro (leia mais abaixo).
Agronegócio resiste ao impacto da pandemia de coronavírus
A proposta
De acordo com o projeto, os Fiagro seguirão os moldes de fundos já consolidados, como os de investimentos imobiliários.
O projeto diz que os ..

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Pela proposta, fundos poderão aplicar em propriedades rurais e títulos de crédito. Ruralistas falam em democratizar mercado fundiário; oposição vê concentração de terras. A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (22) projeto de lei que cria os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). O texto seguirá agora para análise do Senado.
Os fundos de investimento são destinados a reunir recursos e aplicá-los em mercados específicos.
Segundo a bancada ruralista na Câmara, o projeto permitirá ao investidor lucrar com os rendimentos do agronegócio sem ser produtor rural.
A oposição obstruiu a votação, sob o argumento de que a proposta provocará concentração de terras e abertura de exploração das terras para investidor estrangeiro (leia mais abaixo).
Agronegócio resiste ao impacto da pandemia de coronavírus
A proposta
De acordo com o projeto, os Fiagro seguirão os moldes de fundos já consolidados, como os de investimentos imobiliários.
O projeto diz que os fundos destinados a investimentos nas cadeias produtivas do agro aplicarão os recursos em:
imóveis rurais;
participação em sociedades que explorem atividades integrantes da cadeia produtiva agroindustrial;
ativos financeiros, títulos de crédito ou valores mobiliários emitidos por pessoas físicas e jurídicas que integrem a cadeia produtiva agroindustrial;
direitos creditórios do agronegócio e títulos de securitização emitidos com lastro em direitos creditórios do agronegócio;
direitos creditórios imobiliários relativos a imóveis rurais e títulos de securitização emitidos com lastro em tais direitos creditórios;
cotas de fundos de investimento que apliquem mais de 50% de seu patrimônio nos ativos referidos acima.
Segundo o texto, os Fiagro poderão arrendar ou alienar os imóveis que comprarem. Caso o arrendatário não pague os valores devidos poderá ser ajuizada ação judicial para desocupação.
Os rendimentos e ganhos de capital dos fundos, quando distribuídos, serão taxados na fonte com alíquota de 20% referente ao imposto sobre a renda.
Isenção de IR
Assim como os fundos imobiliários, ficarão isentos de imposto de renda — na fonte e na declaração — os rendimentos dos fundos que tenham, no mínimo, 50 cotistas e cujas cotas sejam negociadas exclusivamente na bolsa de valores ou no mercado de balcão organizado.
A isenção não será concedida à pessoa física que tenha participação de 10% ou mais da totalidade das cotas emitidas pelos fundos ou cujas cotas dão direito ao recebimento de rendimento superior a 10% do total de rendimentos do fundo.
Relator defende
O autor do projeto é o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). O relator foi o deputado Christino Aureo (PP-RJ).
Em seu parecer, Aureo disse que o Fiagro vai democratizar o mercado fundiário porque, segundo ele, permitirá o investimento no setor por meio da aquisição de cotas de fundos que farão a aquisição de propriedades.
“Ou seja, o objetivo da criação dos Fiagro é permitir, em especial, que pequenos investidores usufruam os benefícios de investir em ativos atrelados ao lucrativo e sofisticado setor agroindustrial brasileiro, sem que para tanto seja necessário ser proprietário de terras”, afirmou o deputado no relatório.
Oposição contesta
A oposição obstruiu a votação. A líder do PSOL, Sâmia Bomfim (SP) disse que o projeto abre o setor ainda mais para o setor especulativo.
“Esse projeto cria muitos mecanismos de favorecimento do modelo agroexportador, no momento em que a agricultura familiar deveria ser favorecida no Brasil”, afirmou.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) destacou que a proposta ameaça a democratização da terra e, ao mesmo tempo, a própria segurança alimentar.
“Por esse fundo, vai-se poder adquirir a terra. Ora, vai haver um fundo, com esse volume de recursos, inclusive recursos estrangeiros, que vai contribuir com a concentração da terra, e não com a divisão da terra", declarou.
VÍDEOS: notícias de política

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Política

TSE diz que 91 mil beneficiários de auxílio emergencial ou Bolsa Família doaram para campanhas

Segundo tribunal, doações desses beneficiários somaram R$ 77,5 milhões. Incluindo vários tipos de irregularidades, TSE encontrou quase R$ 1 bi em doações e pagamentos para campanhas. Relatório do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou que 91,5 mil beneficiários do auxílio emergencial ou do Bolsa Família doaram para campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2020. Os valores chegam a R$ 77,5 milhões.
O levantamento, obtido pela TV Globo, foi concluído na segunda-feira (16) pelo Núcleo de Inteligência da Justiça Eleitoral do tribunal.
Os dados fazem parte de um cruzamento de um banco de dados que também reúne informações de seis órgãos federais, entre os quais Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Ministério Público Eleitoral (MPE).
Ao todo, os técnicos realizaram nove fase de análises e identificaram 221.355 casos de indícios de irregularidades em gastos de campanha, que envolveram R$ 954,7 milhões.
O documento mostra:
27.576 doadores de uma ..

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Segundo tribunal, doações desses beneficiários somaram R$ 77,5 milhões. Incluindo vários tipos de irregularidades, TSE encontrou quase R$ 1 bi em doações e pagamentos para campanhas. Relatório do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou que 91,5 mil beneficiários do auxílio emergencial ou do Bolsa Família doaram para campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2020. Os valores chegam a R$ 77,5 milhões.
O levantamento, obtido pela TV Globo, foi concluído na segunda-feira (16) pelo Núcleo de Inteligência da Justiça Eleitoral do tribunal.
Os dados fazem parte de um cruzamento de um banco de dados que também reúne informações de seis órgãos federais, entre os quais Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Ministério Público Eleitoral (MPE).
Ao todo, os técnicos realizaram nove fase de análises e identificaram 221.355 casos de indícios de irregularidades em gastos de campanha, que envolveram R$ 954,7 milhões.
O documento mostra:
27.576 doadores de uma mesma empresa para determinado candidato (R$ 37 milhões)
45.780 fornecedores que têm sócio entre pessoas beneficiárias do programa Bolsa Família (R$ 612,6 milhões)
4.865 fornecedores sem registro na Receita Federal ou na Junta comercial receberam R$ 5,6 milhões
4.590 doações de pessoas sem emprego formal registrado somaram R$ 18,1 milhões
3.773 doadores com renda incompatível com o valor repassado somam R$ 32,8 milhões
34 pessoas constam do Sistema de Controle de Óbitos e aparecem como doadores de R$ 47,9 mil
A partir desse levantamento, os juízes eleitorais podem determinar novas investigações e usar os dados para julgar as contas eleitorais de candidatos. Além disso, as informações podem servir de base para o Ministério Público Eleitoral iniciar apurações. Se forem confirmadas as irregularidades, os candidatos eleitos podem ter seus mandatos questionados na Justiça.
VÍDEOS: eleições municipais de 2020

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