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RBD de volta: Por que, ainda hoje, o fenômeno mexicano mexe tanto com os brasileiros?

Grupo, que foi febre no início dos anos 2000, anunciou que vai se reencontrar em live no fim do ano. Semana Pop explica como será o retorno e por que ele significa tanto para os fãs; assista Semana Pop explica reencontro do RBD e o que ele significa para os fãs
Parte dos integrantes do RBD vão se reencontrar para uma live no fim deste ano, após mais de dez anos de pedidos e orações dos fãs. O Semana Pop deste sábado (3) explica como será esse retorno e por que, ainda hoje, ele significa tanto para os fãs do grupo mexicano. Assista ao vídeo acima.
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O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo. Está disponível em vídeo e podcast.

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Grupo, que foi febre no início dos anos 2000, anunciou que vai se reencontrar em live no fim do ano. Semana Pop explica como será o retorno e por que ele significa tanto para os fãs; assista Semana Pop explica reencontro do RBD e o que ele significa para os fãs
Parte dos integrantes do RBD vão se reencontrar para uma live no fim deste ano, após mais de dez anos de pedidos e orações dos fãs. O Semana Pop deste sábado (3) explica como será esse retorno e por que, ainda hoje, ele significa tanto para os fãs do grupo mexicano. Assista ao vídeo acima.
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‘Tenho vergonha de termos sido o último país a abolir a escravidão’, diz cineasta brasileiro em Paris

Pernambucano Luís Henrique Leal apresenta curta sobre escravidão na 16ª edição do 'Brésil en Mouvements', festival de cinema documentário brasileiro na França. Pernambucano do Recife, Luís Henrique Leal dirige, ao lado de Caio Zatti, o curta “Galinhas no Porto”. O longa integra a seleção da 16ª edição do “Brésil en Mouvements”, festival de cinema documentário brasileiro que acontece em Paris, organizado pela associação Autres Brésils.
Leal é professor de Fotografia e Tecnologia em Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Desde 2019, vive na Espanha, onde realiza um doutorado em Comunicação em Audiovisual na Universidade Autônoma de Barcelona.
RFI – “Galinhas no Porto” trata a questão da memória, e de uma memória que nos é muito sensível no Brasil, que é a escravidão, a condição do negro. Ou seria mais correto afirmar que o curta denuncia o desafio de se resgatar essa memória?
Luís Henrique – Existe um desafio para todo mundo que vive em um país como o Bras..

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Pernambucano Luís Henrique Leal apresenta curta sobre escravidão na 16ª edição do 'Brésil en Mouvements', festival de cinema documentário brasileiro na França. Pernambucano do Recife, Luís Henrique Leal dirige, ao lado de Caio Zatti, o curta "Galinhas no Porto". O longa integra a seleção da 16ª edição do "Brésil en Mouvements", festival de cinema documentário brasileiro que acontece em Paris, organizado pela associação Autres Brésils.
Leal é professor de Fotografia e Tecnologia em Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Desde 2019, vive na Espanha, onde realiza um doutorado em Comunicação em Audiovisual na Universidade Autônoma de Barcelona.
RFI – "Galinhas no Porto" trata a questão da memória, e de uma memória que nos é muito sensível no Brasil, que é a escravidão, a condição do negro. Ou seria mais correto afirmar que o curta denuncia o desafio de se resgatar essa memória?
Luís Henrique – Existe um desafio para todo mundo que vive em um país como o Brasil, para todo mundo que tem alguma responsabilidade com a história, que é de desnaturalizar certas coisas que parecem que estão constituídas como normais. Existe uma dimensão da violência do passado, fantasmas do passado que continuam nos assombrando, feridas abertas desse passado, que estão muito presente ainda. O filme parte de um gesto de rememorar, a partir do que, em alguma medida, são ruínas desse passado, mas também permanece de uma forma muito forte. É um duplo gesto de desnaturalizar e rememorar, pensar como a gente lida criticamente com esse passado, para que a gente possa transformar isso.
A condição da escravidão, do colonialismo no Brasil, mudou de forma, mas a condição em que as populações negras vivem no Brasil ainda é muito perversa.
Oscar muda regras para aumentar diversidade; Semana Pop explica novidades e reações
RFI – O curta já passou pelo PriFilmFest, em Pristina, em Kosovo, antes de ser exibido em Paris. E chega ao festival em um momento em que o movimento antirracista passa por uma fase histórica. Como você vê essa contribuição do filme para o movimento?
Luís Henrique – As sessões de exibição do filme sempre são um espaço de debate, de diálogo, de aprendizado muito grande. O filme é baseado em uma pesquisa histórica, de documentos do passado em relação ao tráfico negreiro, em relação à violência policial, encarceramento da população negra. As sessões nos permitem discutir e perceber o impacto que o filme causa nas pessoas como uma contribuição, como se a cada sessão a gente conseguisse chegar a um lugar novo, que não é do filme propriamente, mas de um movimento que a gente cria em torno desses espaços. Diálogos que são tão importantes para que a gente consiga ganhar corpo e consciência, que são coisas fundamentais.
RFI – A condição do negro é um assunto recorrente na sua produção. O curta "Fotograma", de 2016, por exemplo, também em parceria com Caio Zatti, aborda o tema. Por que essa escolha?
Luís Henrique – Esse é um tema fundamental para todo mundo que vive em um país como o Brasil. Eu, por exemplo, sou professor na Universidade Federal do Recôncavo, que é uma universidade muito negra: 80% dos nossos alunos são negros ou pardos. Eu entro nesse universo um pouco motivado por esse interesse. É muito interessante ver uma juventude que está ganhando consciência da questão racial, passando a ter uma compreensão política sobre isso. Mas ao mesmo tempo, é um assunto que diz respeito a todos os brasileiros.
Eu tenho vergonha que a gente tenha sido, por exemplo, o último país a abolir a escravidão. É uma vergonha para o país que a polícia militar use um brasão da guarda real de 1809, que tinha como função principal capturar negros fugitivos. O papel da polícia era de capitão do mato.
E essas coisas permanecem no presente, quando ainda se tem um extermínio da população negra no país hoje. Só a polícia do Rio de Janeiro, por exemplo, mata mais do que toda a polícia dos Estados Unidos. A gente precisa ter um compromisso ético em transmitir certas ideias e ajudar a criar a discussão para que a gente promova a transformação estrutural nesse país. E lamentavelmente, nos últimos tempos, a gente está retrocedendo.
Em entrevista à BBC em 2018, a historiadora Lilia Schwarcz, autora dos livros 'O Espetáculo das Raças' e 'Racismo no Brasil', afirmou que o país foi o último do Ocidente a abolir a escravidão.
RFI – O filme trata as revoltas de negros escravos em outros países e como estas influenciaram o Brasil. Como você vê o movimento negro hoje no país?
Luís Henrique – Eu vejo com grande alegria [o fato] que este debate tenha ganhado muita força. Quando eu cursei minha graduação, era um momento em que ainda não havia cota racial no Brasil. Logo depois você tem a implementação da lei do sistema de cotas que vai criar uma massa de estudantes negros que vai entrar na universidade. E uma distorção da discussão abordava a questão da meritocracia do estudante negro e tal. Eu sempre defendi que era muito bom para a universidade, porque o Brasil precisa disso, a sociedade precisa disso, ter representatividade.
Você não pode ter uma população quase 50% negra e, no ensino superior, ter um gargalo absurdo. É preciso ampliar a multiplicidade de pessoas, de perspectivas, de pontos de vista, de histórias de vida. É maravilhoso que esse tema venha ganhando força.
As consciências se ampliam à medida que essas coisas ganham as ruas e a gente cria espaços de discussão para isso.
VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

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Edeor de Paula, um homem forte como o sertanejo e o samba-enredo que o imortalizou no Carnaval de 1976

Edeor de Paula, compositor do samba-enredo 'Os sertões'
Diego Mendes / Reprodução Facebook G.R.E.S. Em Cima da Hora
♪ OBITUÁRIO – Vinte anos se passaram entre a alegria sentida em 1955 por Edeor José de Paula (16 de dezembro de 1932 – 1º de outubro de 2020) ao ter a primeira música gravada em disco – Sofrer como eu, parceria com Renato Aráujo lançada na voz da cantora Marly Sorel – e a inspiração do compositor para criar em 1975 o samba-enredo, Os sertões, que poria o nome de Edeor na história da música brasileira.
Apresentado pela escola de samba Em Cima da Hora no Carnaval carioca de 1976, Os sertões é samba-enredo de melodia e poesia fortes como o sertanejo. Revivido pela Em Cima da Hora no Carnaval de 2014, ano em que a agremiação reapresentou o enredo de 1976, Os sertões figura em qualquer antologia do gênero, como vendo sendo realçado nos obituários do criador do samba.
Edeor José de Paula morreu na manhã de quinta-feira, 1º de outubro, aos 87 anos. Saiu de cena pobre..

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Edeor de Paula, compositor do samba-enredo 'Os sertões'
Diego Mendes / Reprodução Facebook G.R.E.S. Em Cima da Hora
♪ OBITUÁRIO – Vinte anos se passaram entre a alegria sentida em 1955 por Edeor José de Paula (16 de dezembro de 1932 – 1º de outubro de 2020) ao ter a primeira música gravada em disco – Sofrer como eu, parceria com Renato Aráujo lançada na voz da cantora Marly Sorel – e a inspiração do compositor para criar em 1975 o samba-enredo, Os sertões, que poria o nome de Edeor na história da música brasileira.
Apresentado pela escola de samba Em Cima da Hora no Carnaval carioca de 1976, Os sertões é samba-enredo de melodia e poesia fortes como o sertanejo. Revivido pela Em Cima da Hora no Carnaval de 2014, ano em que a agremiação reapresentou o enredo de 1976, Os sertões figura em qualquer antologia do gênero, como vendo sendo realçado nos obituários do criador do samba.
Edeor José de Paula morreu na manhã de quinta-feira, 1º de outubro, aos 87 anos. Saiu de cena pobre, em hospital da zona oeste da cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), vítima de parada cardíaca decorrente de insuficiência renal.
Tivesse nascido em outro país, talvez Edeor de Paula tivesse recebido mais dinheiro, além da flores que lhe foram entregues em vida pela criação do samba-enredo inspirado no livro Os sertões (1902), obra-prima do escritor fluminense Euclides da Cunha (1866 – 1909) sobre a Guerra de Canudos, travada entre 1896 e 1897 no interior da Bahia.
Contudo, o fato tristemente curioso é que a consagração do samba-enredo Os sertões jamais mudou a vida do compositor sob o prisma financeiro ou mesmo artístico. Os sertões ganhou vozes como as dos cantores Elymar Santos, Emílio Santiago (1946 – 2013), Fagner, Fernanda Abreu, Mestre Marçal (1930 – 1994) e Neguinho da Beija-flor em registros fonográficos feitos para discos lançados entre 1975 e 2008. Sem falar na gravação do Conjunto Nosso Samba, lançada ainda em 1975.
Já o compositor jamais ganhou a alegria de ter outras músicas gravadas fora do universo do samba-enredo. Curiosamente, a discografia de Edeor de Paula como compositor foi mais regular antes da glória obtida com Os sertões. Em 1968, por exemplo, a cantora Marlene (1922 – 2014) gravou Tira a mão, parceria de Edeor com Waldir Ferreira.
De todo modo, o único sucesso do autor foi mesmo Os sertões, primeiro samba-enredo que Edeor compôs – sozinho, integrando a melodia inspirada com a letra que retratava poeticamente a epopeia de Canudos – quando ainda trabalhava como mecânico hábil no conserto de carros do Exército.
Edeor José de Paula foi homem forte como o sertanejo que poetizou no samba-enredo antológico do Carnaval de 1976.

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Homem vestido de Hulk destrói estrela de Donald Trump na Calçada da Fama, diz site

Segundo o TMZ, polícia investiga o caso e, por enquanto, ninguém foi detido. Donald Trump ganha homenagem na Calçada da Fama. Imagem feita em janeiro de 2007.
Chris DELMAS / AFP
Um homem vestido de Hulk danificou a estrela de Donald Trump na Calçada da Fama, em Hollywood, segundo o TMZ. De acordo com o site, a polícia informou que, na manhã de sexta-feira (2), um homem fantasiado de super-herói usou uma picareta para destruir a homenagem feita a Trump no local.
A ação aconteceu no mesmo dia em que o presidente afirmou ter testado positivo para Covid-19.
Segundo o TMZ, uma equipe já está trabalhando na restauração da estrela. A polícia investiga o caso e, até o momento, ninguém foi detido. Os danos são avaliados em US$ 5 mil, cerca de R$ 28 mil.
Essa não é a primeira vez que a estrela do presidente dos Estados Unidos é danificada. Em 2018, um homem usou uma picareta para destruir o espaço que homenageia Trump na famosa calçada.
Donald Trump foi homenageado na Calçada da Fama em janei..

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Segundo o TMZ, polícia investiga o caso e, por enquanto, ninguém foi detido. Donald Trump ganha homenagem na Calçada da Fama. Imagem feita em janeiro de 2007.
Chris DELMAS / AFP
Um homem vestido de Hulk danificou a estrela de Donald Trump na Calçada da Fama, em Hollywood, segundo o TMZ. De acordo com o site, a polícia informou que, na manhã de sexta-feira (2), um homem fantasiado de super-herói usou uma picareta para destruir a homenagem feita a Trump no local.
A ação aconteceu no mesmo dia em que o presidente afirmou ter testado positivo para Covid-19.
Segundo o TMZ, uma equipe já está trabalhando na restauração da estrela. A polícia investiga o caso e, até o momento, ninguém foi detido. Os danos são avaliados em US$ 5 mil, cerca de R$ 28 mil.
Essa não é a primeira vez que a estrela do presidente dos Estados Unidos é danificada. Em 2018, um homem usou uma picareta para destruir o espaço que homenageia Trump na famosa calçada.
Donald Trump foi homenageado na Calçada da Fama em janeiro de 2007. Desde então, o espaço dedicado ao atual presidente dos Estados Unidos já foi pintado com tinta spray preta e sofreu outros atos de vandalismo.
Donald Trump está internado para tratar Covid-19

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