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Saúde

Anticorpos monoclonais: entenda o tratamento experimental que Trump recebeu contra a Covid

Com amostras de pacientes que já tiveram a doença, cientistas conseguiram criar um medicamento com os anticorpos que impedem a ação do vírus nas células. O tratamento ainda está em fase de testes e não teve registro aprovado. Trump deixa helicóptero após chegar a hospital militar em Washington, onde ficará internado após ser diagnosticado com Covid-19.
REUTERS/Joshua Roberts
Com um resultado positivo para a Covid-19, o presidente Donald Trump recebeu um tratamento em fase experimental produzido pela farmacêutica Regeneron. Ainda em testes em humanos, os cientistas usam os linfócitos B (células que produzem os anticorpos) de pacientes que já tiveram a doença.
Entenda como funcionam os anticorpos monoclonais neutralizantes:
Cientistas buscam os linfócitos B de pacientes que já tiveram a Covid-19;
Depois, eles identificam os anticorpos e fazem vários estudos para descobrir qual deles consegue neutralizar o vírus e, assim, evitar que ele entre nas células humanas;
No caso do tratamento d..

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Com amostras de pacientes que já tiveram a doença, cientistas conseguiram criar um medicamento com os anticorpos que impedem a ação do vírus nas células. O tratamento ainda está em fase de testes e não teve registro aprovado. Trump deixa helicóptero após chegar a hospital militar em Washington, onde ficará internado após ser diagnosticado com Covid-19.
REUTERS/Joshua Roberts
Com um resultado positivo para a Covid-19, o presidente Donald Trump recebeu um tratamento em fase experimental produzido pela farmacêutica Regeneron. Ainda em testes em humanos, os cientistas usam os linfócitos B (células que produzem os anticorpos) de pacientes que já tiveram a doença.
Entenda como funcionam os anticorpos monoclonais neutralizantes:
Cientistas buscam os linfócitos B de pacientes que já tiveram a Covid-19;
Depois, eles identificam os anticorpos e fazem vários estudos para descobrir qual deles consegue neutralizar o vírus e, assim, evitar que ele entre nas células humanas;
No caso do tratamento de Trump, uma dupla de anticorpos foi utilizada. Os cientistas usam os genes dos anticorpos neutralizantes e inserem em uma célula padronizada, chamada de célula CHO;
Com isso, os pesquisadores tentam criar um coquetel com os anticorpos isolados do coronavírus para uso preventivo ou durante a evolução da doença;
No Brasil, o Instituto Butantan estuda um medicamento com a mesma metodologia. Ana Maria Moro, coordenadora do projeto, disse que as pesquisas da Regeneron estão entre as mais avançadas no mundo, nas últimas etapas de estudos.
Cientista trabalha na farmacêutica Regeneron, que desenvolve coquetel experimental para tratamento da Covid com uso de anticorpos.
Regeneron via AP
Nesta semana, a Regeneron divulgou resultados novos de testes. Segundo a farmacêutica, o medicamento melhorou os sintomas de pacientes com a Covid-19 que não precisaram ser internados, sem efeitos colaterais. A empresa também disse que planeja entrar em contato com a FDA, agência reguladora dos EUA, para pedir autorização para uso emergencial do coquetel.
"Não tem nenhuma terapia como esta aprovada ainda. Mas os anticorpos representam uma opção segura, uma vez que você identifica quais são os neutralizantes", disse Ana.
Por outro lado, Edward Jones-Lopez, especialista em doenças infecciosas da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, disse em entrevista à Reuters que os médicos de Trump "devem estar suficientemente preocupados com o que estão vendo para decidir usar um medicamento experimental". Segundo ele, as drogas experimentais são arriscadas por definição.
O presidente americano precisou ser levado a um hospital após receber diagnóstico nesta sexta-feira (2). Segundo o governo dos EUA, a decisão pela entrada na unidade de saúde foi tomada como medida de precaução.
De acordo com Kayleigh McEnany, porta-voz da Casa Branca, Trump foi atendido no Centro Médico Militar Walter Reed, perto da capital Washington. Imagens da televisão americana mostraram o presidente caminhando, sem aparentar maiores dificuldades, até o helicóptero que o levou ao hospital.
Trump testa positivo para Covid e é internado com fadiga e febre
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Saúde

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 3 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 13h)

País tem 145.555 óbitos registrados e 4.888.926 diagnósticos de Covid-19, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. O Brasil tem 145.555 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h deste sábado (3), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Desde o balanço das 20h de sexta-feira (2), sete estados atualizaram seus dados: BA, CE, GO, MG, MS, PE e RR.
Veja os números consolidados:
145.555 mortes confirmadas
4.888.926 casos confirmados
Às 8h, o consórcio publicou a primeira atualização do dia com 145.433 mortes e 4.882.735 casos.
Na sexta-feira, às 20h, o balanço indicou: 664 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 145.431 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 675, uma variação de -11% em relação aos dados registrados em 14 dias. Foi o 10º dia seguido com essa média abaixo da casa dos 700.
Desde o dia 14 de setembro, a..

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País tem 145.555 óbitos registrados e 4.888.926 diagnósticos de Covid-19, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. O Brasil tem 145.555 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h deste sábado (3), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Desde o balanço das 20h de sexta-feira (2), sete estados atualizaram seus dados: BA, CE, GO, MG, MS, PE e RR.
Veja os números consolidados:
145.555 mortes confirmadas
4.888.926 casos confirmados
Às 8h, o consórcio publicou a primeira atualização do dia com 145.433 mortes e 4.882.735 casos.
Na sexta-feira, às 20h, o balanço indicou: 664 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 145.431 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 675, uma variação de -11% em relação aos dados registrados em 14 dias. Foi o 10º dia seguido com essa média abaixo da casa dos 700.
Desde o dia 14 de setembro, a tendência na média móvel de mortes segue em estabilidade, ou seja, o número não apresentou alta nem queda representativa em comparação com os 14 dias anteriores. Antes disso, o país passou por um período de uma semana seguida com tendência de queda no registro de mortes por Covid.
Em casos confirmados, eram 4.882.231 brasileiros com o novo coronavírus, com 33.002 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 27.093 por dia, uma variação de -11% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, também encontra-se na faixa que aponta estabilidade.
Brasil: 2 de outubro
No total, 3 estados apresentam alta de mortes: Amazonas, Roraima e Ceará.
Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Em Roraima, a média saltou de 0 para 3 no intervalo de 14 dias, o que levou a uma variação de mais de 600%. A média é, em geral, em números decimais e arredondada para facilitar a apresentação dos dados.
Brasil tem registrado tendência de queda no contágio e nas mortes por Covid
No Amazonas, o número voltou a ser impactado por mortes de meses anteriores cujas causas foram revisadas para Covid pela Secretaria Municipal de Saúde de Manaus. Na quinta-feira (1º), 114 mortes por Covid que ocorreram em abril e maio foram somadas à conta após reclassificação, o que deve refletir na média de mortes do estado na próxima semana.
Subindo (3 estados): AM, RR e CE
Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (13 estados): SC, ES, MG, GO, MS, AC, AP, AL, BA, MA, PE, RN e SE
Em queda (10 estados + DF): PR, RS, RJ, SP, DF, MT, PA, RO, TO, PB e PI
Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).
Estados com mortes em alta
Editoria de Arte/G1
Estados com mortes em estabilidade
Editoria de Arte/G1
Estados com mortes em queda
Editoria de Arte/G1
Sul
PR: -17%
RS: -16%
SC: -11%
Sudeste
ES: +13%
MG: -2%
RJ: -23%
SP: -21%
Centro-Oeste
DF: -30%
GO: +3%
MS: -14%
MT: -17%
Norte
AC: -9%
AM: +138%
AP: +8%
PA: -49%
RO: -30%
RR: +633%
TO: -30%
Nordeste
AL: -7%
BA: +10%
CE: +22%
MA: -1%
PB: -19%
PE: +12%
PI: -24%
RN: -14%
SE: +13%
Brasil
Sul
Sudeste
Centro-Oeste
Norte
Nordeste
Consórcio de veículos de imprensa
Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).

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Saúde

Apesar de sinal de queda nacional, Fiocruz aponta tendência de aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave em 7 capitais

Sinalização foi feita para Florianópolis, Aracaju, Fortaleza, Macapá, Manaus, Recife e Rio de Janeiro. Quase 98% dos casos de SRAG no país neste ano foram causados pelo novo coronavírus; Fiocruz já havia pedido cautela com o cenário da pandemia em capitais. Praia lotada no Rio de Janeiro no começo da tarde desta sexta-feira (2)
Marcos Serra Lima/ G1
Dados do InfoGripe, sistema de monitoramento da Fiocruz, apontam que, apesar de um sinal de queda no cenário nacional, há uma tendência de aumento de casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) em 7 capitais do país, segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (2): Florianópolis, Aracaju, Fortaleza, Macapá, Manaus, Recife e Rio de Janeiro.
As cidades mostraram tendências de aumento a longo prazo, segundo a Fiocruz. Isso significa dizer que, nas 6 semanas anteriores à data final analisada pelo boletim (26 de setembro), elas registraram crescimento no número de casos de SRAG. Florianópolis foi a cidade com a maior probabilidade de ter c..

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Sinalização foi feita para Florianópolis, Aracaju, Fortaleza, Macapá, Manaus, Recife e Rio de Janeiro. Quase 98% dos casos de SRAG no país neste ano foram causados pelo novo coronavírus; Fiocruz já havia pedido cautela com o cenário da pandemia em capitais. Praia lotada no Rio de Janeiro no começo da tarde desta sexta-feira (2)
Marcos Serra Lima/ G1
Dados do InfoGripe, sistema de monitoramento da Fiocruz, apontam que, apesar de um sinal de queda no cenário nacional, há uma tendência de aumento de casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) em 7 capitais do país, segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (2): Florianópolis, Aracaju, Fortaleza, Macapá, Manaus, Recife e Rio de Janeiro.
As cidades mostraram tendências de aumento a longo prazo, segundo a Fiocruz. Isso significa dizer que, nas 6 semanas anteriores à data final analisada pelo boletim (26 de setembro), elas registraram crescimento no número de casos de SRAG. Florianópolis foi a cidade com a maior probabilidade de ter crescimento de casos a longo prazo.
A SRAG pode ser causada por vários vírus respiratórios, mas, neste ano, quase 98% dos casos no país têm o novo coronavírus (Sars-CoV-2) como causa.
Segundo o pesquisador Marcelo Gomes, que coordena o InfoGripe, o aumento visto, principalmente por ter sido de longo prazo, indica que a situação deve continuar no futuro.
"Se na semana X a tendência de longo prazo é de crescimento, então é muito provável que em X+1 se mantenha", explicou Gomes.
Funcionários da SOS Funeral transportam em barco caixão de vítima suspeita de Covid-19 no Rio Negro, no Amazonas, no dia 14 de maio.
Felipe Dana/AP
Só Manaus, mesmo tendo visto o aumento por 6 semanas, registrou um leve sinal de queda em curto prazo na última semana analisada pelo boletim (de 20 a 26 de setembro). As tendências de curto prazo levam em conta os dados das últimas 3 semanas analisadas pelo boletim.
Mas Gomes alerta que essa queda sinalizada pode ser um "ruído" nos dados – e indicar uma oscilação natural.
"É positivo na medida que sugere que ainda 'não disparou', mas não deve ser interpretado como 'foi só uma marola e já está tudo tranquilo novamente'", explicou o cientista.
A capital amazonense, assim como Aracaju e Fortaleza, já haviam apresentado sinal de crescimento no último boletim (referente à semana de 13 a 19 de setembro), explicou Gomes à Agência Fiocruz de Notícias.
Já em Recife e no Rio de Janeiro, embora o sinal seja de estabilidade, observa-se a tendência de uma estabilização em valores ligeiramente acima do patamar estabelecido anteriormente, tendo ambas as cidades passado por um longo período de crescimento lento. A tendência de aumento foi vista em 5 das últimas 6 semanas avaliadas em ambas as capitais.
Segundo o boletim, embora a maioria das capitais brasileiras esteja com sinal moderado ou alto de queda ou estabilidade no longo prazo, o cenário é de cautela. Em meados de setembro, a Fiocruz já havia pedido cuidado com o cenário nessas cidades.
Zona de risco
12 de maio: rua cheia em Florianópolis em meio à pandemia de Covid-19
Eduardo Valente/AFP
Ainda que uma queda em casos e mortes tenha sido sinalizada, o Brasil permanece na zona de risco, com ocorrências semanais muito altas em todas as regiões do país, segundo a Fiocruz.
"A situação nas regiões e estados do país é bastante heterogênea. Portanto, o dado nacional não é um bom indicador para definição de ações locais", diz o boletim.
Segundo dados das secretarias de Saúde apurados pelo consórcio de veículos de imprensa, o país teve, em setembro, 22.371 mortes pela Covid-19. Foi o segundo mês consecutivo em que houve queda no número de mortes e menos de 30 mil óbitos mensais. Especialistas alertaram, entretanto, para as diferenças nas situações dos estados brasileiros.
Epidemiologista Covid-19: ‘situação está melhor, mas estamos longe de poder relaxar'

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Saúde

Brasil termina setembro com 22.371 mortes pela Covid-19, apontam secretarias de Saúde

Mês é o segundo consecutivo em que há queda no número de mortes e menos de 30 mil óbitos mensais. Especialistas avaliam que números estão caindo, mas que a situação é desigual entre os estados e que país ainda está 'longe de poder relaxar' no combate à pandemia. Na foto, funcionários de um cemitério municipal em Nova Iguaçu (RJ) colocam o caixão de José de Arimateia, 65, que morreu de Covid-19, em um nicho, no dia 24 de setembro.
Silvia Izquierdo/AP
O Brasil fechou o mês de setembro com 22.371 mortes pela Covid-19, mostram dados apurados pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias de Saúde do país. É o segundo mês consecutivo em que há queda no número de mortes e menos de 30 mil óbitos mensais (veja gráfico).
Em agosto, o país registrou, pela primeira vez desde maio, menos de 30 mil mortes em um mês, depois de alcançar o número mais alto de óbitos pela Covid-19 em julho.
O dado referente ao mês passado foi calculado subtraindo-se as mortes totais no dia 31 de ..

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Mês é o segundo consecutivo em que há queda no número de mortes e menos de 30 mil óbitos mensais. Especialistas avaliam que números estão caindo, mas que a situação é desigual entre os estados e que país ainda está 'longe de poder relaxar' no combate à pandemia. Na foto, funcionários de um cemitério municipal em Nova Iguaçu (RJ) colocam o caixão de José de Arimateia, 65, que morreu de Covid-19, em um nicho, no dia 24 de setembro.
Silvia Izquierdo/AP
O Brasil fechou o mês de setembro com 22.371 mortes pela Covid-19, mostram dados apurados pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias de Saúde do país. É o segundo mês consecutivo em que há queda no número de mortes e menos de 30 mil óbitos mensais (veja gráfico).
Em agosto, o país registrou, pela primeira vez desde maio, menos de 30 mil mortes em um mês, depois de alcançar o número mais alto de óbitos pela Covid-19 em julho.
O dado referente ao mês passado foi calculado subtraindo-se as mortes totais no dia 31 de agosto (121.515) do total de mortes até 30 de setembro, que era de 143.886 até as 20h. Os números dos meses anteriores foram determinados com a mesma metodologia. (Veja mais ao final da reportagem).
'Longe de poder relaxar'
Epidemiologista Covid-19: ‘situação está melhor, mas estamos longe de poder relaxar'
O epidemiologista Pedro Hallal, reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), avaliou a situação do Brasil na pandemia em entrevista à GloboNews (veja vídeo acima) nesta quinta.
"Dá para dizer que o vírus está desacelerando no Brasil. Os números estão caindo consistentemente – mas ainda estamos longe de poder dizer que o coronavírus é um problema do passado", afirmou Hallal.
POBREZA: Mais pobres têm duas vezes mais chance de ter Covid do que os mais ricos, aponta pesquisa da UFPel
RAÇA: Mortes por Covid-19 são o dobro entre mulheres grávidas pretas em relação a brancas no Brasil, mostra estudo
"Os números, embora estejam caindo em vários estados, em outros estão estáveis – existe muita desigualdade regional no Brasil sobre o coronavírus", apontou o epidemiologista.
"A situação está melhor, mas estamos longe de poder relaxar", disse Hallal.
Hallal lembrou que é possível haver uma retomada nos níveis de infecção, como tem sido visto na Europa.
"Nós temos hoje quase 5 milhões de casos confirmados. Isso significa que, na prática, já deve haver umas 30 milhões de pessoas no brasil que já tiveram contato com o vírus – seis vezes mais. Só que a população brasileira é de 210 milhões de pessoas. Então, mesmo que 30 milhões já tenham sido infectadas, ainda tem 180 milhões suscetíveis para serem infectadas", explicou.
A UFPel lidera a EpiCovid, maior estudo epidemiológico sobre a Covid-19 no país. No fim do mês passado, a pesquisa já indicava uma desaceleração da pandemia no Brasil, disse Hallal em entrevista à GloboNews.
Apesar da constatação, a pneumologista Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz, lembrou que a situação não é a mesma em todas as regiões – e que vê a situação brasileira "com muita preocupação" (veja vídeo abaixo).
Pesquisa Epicovid-19 BR, da UFPel, mostra desaceleração da Covid no Brasil
"No Rio de Janeiro, por exemplo, nós temos visto uma situação bastante preocupante, com o aumento do número de casos e, inclusive, um aumento da taxa de ocupação de leitos hospitalares", observou Dalcolmo.
A pesquisadora também comentou sobre a possibilidade de reabertura das escolas. Essa decisão, disse Dalcolmo, precisa ser avaliada caso a caso.
VOLTA ÀS AULAS: Os argumentos científicos de quem é contra, a favor ou está em dúvida sobre retomar aulas no Brasil durante a pandemia
"A despeito de nós reconhecermos que muitos estudantes, milhares, da rede pública precisariam voltar pelas mais diversas razões, inclusive por questões nutricionais – nós sabemos que muitas crianças dependem da merenda escolar como sua única fonte de alimento durante o dia – eu diria que abrir escolas, hoje, é uma decisão escola por escola", afirmou.
Metodologia
O consórcio de veículos de imprensa começou o levantamento conjunto no início de junho. Por isso, os dados mensais de fevereiro a maio são de levantamentos exclusivos do G1. A fonte de ambos os monitoramentos, entretanto, é a mesma: as secretarias estaduais de Saúde.
Outra observação sobre os dados é que, no dia 28 de julho, o Ministério da Saúde mudou a metodologia de identificação dos casos de Covid e passou a permitir que diagnósticos por imagem (tomografia) fossem notificados. Também ampliou as definições de casos clínicos (aqueles identificados apenas na consulta médica) e incluiu mais possibilidades de testes de Covid.
Desde a alteração, mais de mil casos de Covid-19 foram notificados pelas secretarias estaduais de Saúde ao governo federal sob os novos critérios.

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